segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ñü¿ahA=Uah__sHiCh...Qüe Re$$acA!!!


Mal deitei já levantei, ao sentar logo cochilei, o relógio congelou e minha respiração está bastante ofegante, as mãos ficaram trêmulas e a cabeça entupiu o ralo, interposto mal estar. A mente insatisfeita cochicha com o corpo: assim não vai dar! e a manutenção preventiva? Será que não vai ter? Já não somos mais os mesmos e nesse ritmo frenético a máquina para, fica difícil de raciocinar.
Vamos correr então, já que a verdade foi transposta e não se pode avaliar mais os lucros e prejuízos da ferida aberta, o filho está a caminho, você não pode prever o que irá acontecer. Talvez tenhamos que abdicar de conceitos e prazeres surreais para mediar o fato concreto e martelar o imprevisível.
Fui intimado a conduzir um navio pirata sem auxílio de mapas e bússola para navegar no mar aminiótico, não sei pra onde estou indo, mas estou no meu caminho. Pensei no fogo ao colocar os sapatos lustrosos, senti saudade ao ouvir sonetos de natal , o chão de taco e o cheiro de mofo regredia a pensamentos desconfigurados e apaixonantes, então chorei....pensei em meus avós, na ciranda, na gangorra que desceu e nunca mais subiu, atirei pedras em vidraças quebrando paradigmas, fiz fogueira na rua em que nunca passei e vomitei as dúvidas e indecisões de estar aqui.


Imagem e Texto: Alex Soares Andrade

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